ÁFRICA DO SUL

 

As Regiões
A maior parte das vinhas de qualidade da África do Sul está localizada na região costeira sudoeste e se beneficia das frias brisas do Oceano Atlântico assim como a região de Carneros, na Califórnia, que recebe o frio do Pacífico. Stellenbosch, região que está a apenas 24 km de Cape Town, possui esse clima frio é uma das mais antigas produtoras de vinho, sendo a procura por seus vinhos tintos muito superior à oferta. A região adjacente, Paarl, também tem seus vinhos muito procurados e é a região das vinícolas mais conhecidas. As regiões mais afastadas da costa tendem a ser mais quentes e secas, fazendo com que as vinícolas utilizem a irrigação.

Constantia
Constantia foi a primeira "fazenda" dedicada ao cultivo de uvas. Em 1659 a África do Sul começou a produzir vinho por Jan van Riebeeck, comandante da primeira companhia militar da Holanda. Hoje essa "fazenda" esta divida em cinco propriedades: Klein Constantia, Groot Constantia, Buitenverwachting, Constantia Uitsig e Steenberg.

Franschoek
Franschoek esta situada em um vale verde rodeado por três lados por uma cadeia de montanhas de onde o rio Berg corre. A cidade foi fundada por Huguenots franceses que chegaram ao Cabo por volta de 1688 apos a perseguição religiosa ocorrida na França. Trouxeram toda a cultura de vitivinicultura e se estabeleceram definitivamente nessa região onde podemos encontrar basicamente as variedades francesas. Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Pinot Noir e Shiraz.

Paarl
A histórica cidade de Paarl fica no fértil vale do rio Berg aos pés das montanhas Paarl. Localizada numa região de clima mediterrâneo com verões longos e quentes e índice pluviométrico de aproximadamente 650mm por ano. A irrigação é utilizada em escala limitada. A produção nessa região vai desde os brancos secos, passando por portos style, kosher e espumantes até licores e brandies. Todos os produtos são reconhecidos internacionalmente por sua qualidade.

Stellenbosh
A pitoresca cidade de Stellenbosh foi fundada em 1679 pelo Governador Simon van der Stel. É a região com o maior numero de produtores (300), entre eles os mais famosos. Com um clima mediterrâneo e índice pluviométrico entre 600 - 800 mm por ano e solos de vários tipos é um local ideal para o cultivo de variedades nobres. A cidade também é sede da Stellenbosch University com mais de 14000 estudantes e é a única do país a ter departamentos dedicados à viticultura e enologia.

Swartland
Swartland, literalmente terra negra, tem esse nome em alusão à vegetação de folhas negras que aparece no verão. Antigamente era uma região de cultivo de milho. Os silos de grãos são mais comuns, ainda, que os tanques de aço para produção de vinhos. Seu sucesso é recente; produz vinhos de extrema concentração de cor e de frutas e vinhos de excelente custo-beneficio. Tem um grande futuro. As Uvas Assim como acontece em quase todo o Novo Mundo, os vinhos sul-africanos são rotulados com a variedade de uva que entra em maior proporção no corte impressa no rótulo. A Chardonnay é a predominante, produzindo vinhos muito balanceados que estão entre os de aromas minerais dos franceses da Bourgogne e os de estilo marcante da Austrália e Califórnia. A uva mais plantada é a Chenin Blanc, localmente conhecida como Steen. A Sauvignon Blanc, quando não passa por barricas, mostra toda sua tipicidade e os aromas frutados com acento tropical.

A marca registrada da África do Sul é o tinto Pinotage, uma uva que surgiu em 1925 a partir do cruzamento entre Pinot Noir e Cinsault, que era conhecida naquela época como Hermitage. A união não só das uvas, mas de seus nomes criou o PINOT-AGE. Seu aroma muito característico costuma exibir notas de amêndoas tostadas no fim-de-boca. Os melhores produtores conseguem elaborar vinhos poderosos, de longa guarda e de aromas e sabores de pequenas frutas pretas.

As variedades Shiraz, Cabernet e Merlot também proliferam em diversas regiões. Shiraz talvez seja o mais interessante tinto pela combinação generosa de aromas de frutas vermelhas e de tostados com taninos firmes que fazem lembrar a região do Rhône. Enquanto alguns Cabernets e Merlots mais simples são apreciados pelos seus aromas frutados, os de maior concentração são definidos por aromas de especiarias e o inconfundível tostado de barril novo.

 

◄ Voltar