ALEMANHA

 

As Regiões:

 

  • AHR
  • BADEN
  • FRANKEN
  • HESSISCHE BERGSTRASSE
  • MITTELRHEIN
  • MOSEL-SAAR-RUWER
  • NAHE
  • PFALZ
  • RHEINGAU
  • RHEINHESSEN
  • SAALE-UNSTRUT
  • SACHSEN
  • WüRTTEMBERG

 

 

As Classificações:

Tafelwein – vinho de mesa, vinho do dia-a-dia, sem maiores qualidades.

 

Deutscher Tafelwein - subdivisão do Tafelwein indicando a produção do vinho na Alemanha, sem uvas importadas. Produzidos em oito regiões demarcadas.

 

Landwein – produtor de vinhos básicos, sujeito a poucas regulamentações. Não pode ser doce e é obrigatoriamente um Trocken (seco) ou Halbtrocken (meio seco).

 

Qualitätswein – equivalente ao Controle de Denominações da França para os padrões da União Européia. Estes vinhos suprem 95% das safras recentes, e por isso a designação não é tão exclusiva como aparenta ser. Eles são analisados por laboratórios sancionados pelo governo para falhas técnicas e precisões regionais, e determinam números de controle (AP) que aparecem nos rótulos; estes indicam o ano em que o vinho foi examinado e o número de vinhos autorizados por ano pelo seu produtor. E estas são suas sub-categorias:

 

  • QBA (Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete) - Qualidade de vinho de uma região específica. Tradicionalmente, estes têm sido os vinhos menos distintos, mas na atual tendência rumo aos vinhos de mesa mais secos, alguns produtores podem escolher esta categoria pela liberdade de experimentações que eles permitem (como por exemplo o amadurecimento em carvalho). O açúcar (chaptalização) costuma ser obrigatoriamente adicionado nesta categoria.
  • QMP (Qualitätswein mit Prädikat) – estes são levemente mais distinguidos como vinhos certificados. Nesta escala, o vinho precisa ser enormemente doce, mas o vinho finalizado pode ser bem menos doce. Particularmente, dentro das categorias Spätlese (amadurecimento tardio) e Auslese (especialmente eleita), um alto nível de acidez – típico nos vinhos alemães – pode balancear um certo nível residual de açúcar, resultando em um seco balanceado ou um efeito de semi-seco. Nenhum açúcar adicional precisa ser acrescentado nesta categoria. Os vinhos QMP ou Predicados (Prädikat) são sub divididos dentro das seguintes categorias:

 

Kabinett – equivale a um vinho reserva; tem esse nome, diz uma lenda, porque os melhores vinhos eram guardados em um gabinete.

 

Spätlese - feito com uvas maduras, deixadas no pé além do tempo normal. A colheita tem de ser retardada em uma semana em relação ao início oficial da safra.

 

Auslese - uvas selecionadas cuidadosamente. Vinhos normalmente mais doces, geralmente atacados pela Edelfaule (Botrytis cinerea), também conhecida como podridão nobre.

 

Beerenauslese - vinhos superdoces, vinhos de sobremesa feitos com uvas atacadas pela Botrytis cinerea selecionadas uma a uma. Normalmente de teor alcoólico baixo.

 

Trockenbeerenauslese – o vinho mais doce de todos feito com uvas atacadas pela Botrytis cinerea e posteriormente secas transformadas em passas. O mais alto nível dos vinhos brancos alemães.

 

Eiswein – o mais raro de todos, produzido com uvas não atacadas pela Botrytis cinerea, colhidas congelas, durante o inverno. A temperatura precisa atingir os -8ºC (oito negativo) para congelar as uvas.

 

 

Vinhos Brancos

Do número indeterminado de variedades germânicas, a grande maioria é de vinhos brancos. O mais fino é o Riesling, de longe o mais típico entre os ilustres vinhos. Esta variedade é intensamente sensível ao solo e às características climáticas, e muitos especialistas sentem que isso produz os maiores vinhos brancos do mundo. Todas as áreas de cultivo de Rhein são predominantemente Riesling – elegantes, de vida longa e encorpados em Baden, e conhecidos pela característica defumada na região de Rheinhessen. Infelizmente a variedade Riesling não é de fácil crescimento. Ela tem uma estação de crescimento relativamente longa e muitas áreas de vinhedos alemães são vítimas de geadas antecipadas e/ou tardias. Para lutar com este perigo, um grande número de híbridas foram desenvolvidas, notavelmente Müller-Thurgau, da qual recente pesquisa genética determinou ser o resultado do cruzamento entre Riesling e Gutedel, (melhor que Riesling e Sylvaner, como era regularmente acreditado). Desenvolvida no século XIX, ela produz os menos notáveis vinhos com algum sabor da qualidade Riesling, mas é muito mais fértil e mais fidedigna. Por volta de 1990, a Müller-Thurgau contabilizou 45% das plantações de vinhas germânicas, a maioria dos vinhos para a massa do mercado de exportações. Entre todas as regiões vinícolas da Alemanha, 85% dos vinhedos são plantados com Riesling e suas híbridas. Além de Müller-Thurgau, estas híbridas também incluem a Rieslaner, uma uva relativamente exigente com potencial para a forte característica Riesling, e Scheurebe, a qual pode ser usada para ambas qualidades de vinhos secos e doces. Ambas são cruzamentos entre Riesling e Sylvaner. Com uma vinificação atenciosa, Scheurebe pode produzir vinhos de alta qualidade com um aroma agradável de grapefruit e de groselha vermelha, especialmente em Rheinpfalz. As áreas em hectare da histórica variedade Sylvaner têm se tornado cada vez menores nos últimos anos. Esta minimamente aromática uva branca produz um destacado vinho branco em Franken – suave, mineral e encorpado, com sabor de maçã fresca e cítrica, e um final vigoroso. Não costuma ser vinificada com mais açúcar que a Auslese, e apresenta alguma similaridade com a excelente Chablis quando cultivada em solo de pedra calcária. A Sylvaner é também uma especialidade de Rheinhessen, onde se produz uma variedade leve e suave e, também misturada em vinhos a granel. A rica e forte Traminer (Gewürztraminer) expressa seu melhor estilo florido em Baden e Pfalz, onde o melhor grau de acidez modifica sua exuberância. A germânica Grauburgunder (Ruländer ou Pinot Gris) produz tanto vinhos secos quanto doces. A versão seca tem um toque adocicado com mel, frutas fortes, aroma de terra e se dá melhor ao sudeste de Rhein ao redor de Baden e Pfalz, onde às vezes ela é amadurecida em tonéis de carvalho. As versões adocicadas são menos aromáticas, mas permanecem cheias de ricos sabores. A Weissburgunder (Pinot Blanc) produz vinhos secos e estruturados na Alemanha, com aroma de melão e pêras. É também em alguns casos, amadurecida em carvalho em Baden e Pfalz, onde o moderno estilo seco é bastante prestigiado. Outras qualidades brancas incluem Kerner, Huxelrebe, Chardonnay, Muskateller (Muscat), Elbling, Ehrenfelser, Faberrebe, Gutedel, Siegerrebe, Bacchus, e Ortega.

 

 

Vinhos Tintos

A Alemanha tem sido uma região vinícola produtora de vinhos brancos por centenas de anos, e não cultiva muitas uvas tintas. Tradicionalmente estas poucas uvas tintas eram tratadas quase que como uma variedade das brancas, e os vinhos tendiam a ser levemente doces e com uma cor muito suave, mas recentemente o público alemão começou a querer vinhos secos tintos no jantar, mais ao estilo francês. Os vinhos tintos mais prestigiados são feitos a partir da Spätburgunder (Pinot Noir), particularmente aqueles de Rheingau, Pfalz, e Baden. Algumas versões ainda são doces e viçosas, mas as melhores são feitas de Spätlese ou Auslese no estilo dos Bourgogne, com amadurecimento em carvalho, alta extração e níveis de envelhecimento. Estes vinhos são muito famosos e podem ser altamente taxados; alguns são realmente bons, mas muitos produtores ainda estão trabalhando fora do estilo. Outras uvas tintas incluem a Portugieser, Trollinger, Dornfelder, Schwarzriesling (Müllerrebe/Meunier), e Lemberger (Blaufränkischer).

 

◄ Voltar