BRASIL

 

BRASIL

Com a implantação de um sistema de irrigação eficaz, o Brasil começou, há duas décadas, a produzir frutas de qualidade e uvas européias que, através controle da irrigação, podem dar até duas safras ao ano! Na década de oitenta, algumas vinícolas lá se instalaram e começaram a produzir vinhos honestos. No entanto, há muito que melhorar, e o Brasil pode vir a produzir "caldos" realmente surpreendentes.


Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul, além de ser o estado de melhor e maior produção vinícola também é sede da UVIBRA (União Brasileira de Vitivinicultura) e da ABE (Associação Brasileira de Enologia) entidades que lutam para a melhoria do vinho brasileiro.

Situada nas montanhas do nordeste do estado, a região da Serra Gaúcha é a grande estrela da vitivinicultura brasileira, destacando-se os municípios de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi pelo volume e pela qualidade dos vinhos que produzem, além de outros municípios com produções de qualidade.

Fora da região da Serra Gaúcha existem outras regiões vinícolas do estado, menores, como a região de Viamão e Campanha, sendo que essa última apresenta o maior destaque é a sub-região de Santana do Livramento, no extremo sul do estado.


Serra Gaúcha
A região da Serra está próxima das condições geo-climáticas dos melhores vinhedos do mundo (a faixa ao norte ao sul do planeta, com latitude entre os paralelos trinta e cinqüenta), mas as chuvas costumam ser excessivas, exatamente na época que antecede a colheita, período crucial à maturação das uvas.

Por essa razão, os viticultores da Serra Gaúcha são verdadeiros heróis: obstinados, enfrentam os percalços da natureza, extraem da terra o que de melhor ela pode lhes dar e conseguem, com trabalho árduo e investimentos em tecnologia, produzir vinhos que surpreendem e melhoram em qualidade a cada dia.

Hoje, as melhores vinícolas da Serra Gaúcha utilizam cepas nobres e contam com a mais avançada tecnologia, idêntica à utilizada nos principais países vinícolas da Europa. A qualidade de seus vinhos certamente continuará a melhorar, pois em breve serão implantadas as primeiras Denominações de Origem Controladas do país, como conseqüência de estudos que vêm sendo desenvolvidos há muitos anos na região.

Além de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi, existem ainda cerca de trinta e cinco municípios da Serra, cuja produção vinícola é voltada mais para o vinho de mesa, os chamados vinhos coloniais.

Outros municípios da Serra Gaúcha, como Antônio Prado, Canela, Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Guaporé, São Marcos e Veranópolis produzem pequenas quantidades de vinhos finos.

Fora da região da Serra Gaúcha existem outras regiões vinícolas do estado, menores, como a região de Viamão e Campanha, sendo que essa última apresenta o maior destaque é a sub-região de Santana do Livramento, no extremo sul do estado.


Bento Gonçalves
Bento Gonçalves aloja grande parte das mais prestigiadas vinícolas do país. Percorrer as linhas (linhas de demarcação das terras dos primeiros colonos) nos arredores da cidade é uma experiência inesquecível. O Vale dos Vinhedos situado na parte sul do município é um festival de cores, aromas e sabores para seus visitantes, em seus vinhedos e cantinas vinícolas, muitas das quais investindo pesado no turismo enogastronômico.

Em Bento Gonçalves, a tradição vinícola artesanal, trazida pelos imigrantes italianos, foi seguida pela modernização, com adoção e aprimoramento da tecnologia. Lá também estão sediadas duas instituições públicas da maior importância na pesquisa e no ensino enológicos: a Embrapa, com um excelente centro de pesquisa, e a Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubitschek que vem formando gerações de técnicos em enologia e, a partir de 1995, passou a ter o Curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia, o primeiro centro de formação de enólogos no país e um dos raros nas Américas.

Para qualquer enófilo indo ao Rio Grande, é obrigatório visitar a Serra Gaúcha e, em particular, Bento Gonçalves.


Caxias do Sul
Caxias aloja algumas vinícolas de qualidade situadas nos arredores do município. Os destaques são a Remy-Lacave, pelo enorme castelo sede da vinícola (réplica de um castelo medieval europeu) e, especialmente, a Juan Carrau - Velho Museu, com o seu Atelier do Vinho, pequena e charmosa vinícola fonte de vinhos muito corretos. De menor porte, a vinícola Zanrosso (Granja do Vale) já apresenta vinhos de qualidade.


Garibaldi
Garibaldi, cidade bucólica e hospitaleira da Serra Gaúcha, é muito conhecida como a capital do champanha, o vinho espumante brasileiro, pois lá estão sediadas várias empresas especialistas na produção desses vinhos, alguns deles entre os melhores do país. No entanto, algumas vinícolas, como a De Lantier e a Chandon, produzem alguns dos melhores vinhos tranqüilos (não espumantes) do país.

 

Uvas Tintas
Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Petite Syrah, Pinot Noir, Gamay, Malbec, Merlot, Zinfandel

 

Uvas Brancas
Chenin Blanc, Moscato Canelli, Sauvignon Blanc, Sylvaner, Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Blanc, Malvasia, Moscato, Riesling Itálico, Riesling Renano, Semillon, Trebbiano (Saint Emilion ou Ugni Blanc)

 

Vale do Rio São Francisco
Com um solo semi-árido, esta região tinha tudo para continuar cinzento como a caatinga, vegetação típica do nordeste brasileiro. A temperatura beirando os quarenta graus e sol o ano todo, assim são produzidos vinhos finos de qualidade internacional no pólo vitivinícola do Vale do São Francisco que está localizado nas cidades de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

O pólo vitivinícola do São Francisco, responsável por 95% da uva de mesa cultivada no país e pela produção anual de 5 milhões de litros de vinho, é o mais novo oásis para os vinicultores nacionais e internacionais. A região, única no mundo capaz de produzir duas safras e meia por ano, abriga, atualmente, nove empresas implantadas ou em fase de implantação.

Já garantiram seus lugares no Pólo Internacional de Vinhos as vinícolas Dom Teodósio (Portugal), Ducos (França), Prospecta Fruit (Itália), George Aubert, Miolo, Lovara, e Bella Fruta (Rio Grande do Sul), que irão se juntar às três indústrias pernambucanas já instaladas na região. Essas empresas foram atraídas pelas características do São Francisco, que iniciou o cultivo de uvas de mesa em 1974, começando em 1978 a plantação das frutas destinadas à fabricação de vinhos.

No Pólo Internacional de Vinhos, que reúne os municípios de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Petrolina, são fabricadas bebidas jovens, frutadas e aromáticas.

Das 12 vinícolas, 11 estão em Pernambuco e a produção chega a sete milhões de litros, o equivalente a 23% do total produzido no país. Alguns vinhos já conquistaram espaço fora do país e são exportados para a Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Hoje Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista possuem cerca de 500 hectares plantados de uvas Vitis Viníferas.

A cidade de Lagoa Grande é responsável pelo mais recente evento turístico do Vale do São Francisco que é a Feira da Uva e do Vinho, atraindo mais de 100.000 turistas. Ao todo são 104 estandes com exposição de equipamentos, serviços, degustações e curiosidades sobre a atividade vitivinícola da região e do país. Além das atrações gastronômicas e culturais a 2ª Feira sediou o Seminário Internacional do Vinho que debateu as tendências do mercado.

 

As Uvas
Moscato Canelli, Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon, Petit Syrah Merlot e Syrah.

Fonte: Academia do Vinho

 

 

◄ Voltar